A ousadia e criatividade eram marcas pessoais de Steve Jobs, CEO da Apple que morreu esta semana, vitimado por um câncer. E foi com ousadia e criatividade que um estudante chinês de 19 anos ganhou espaço na mídia ao reinventar a maçã mais famosa do mundo. Por conta de um tributo a Jobs, Jonathan Mak, estudante da Escola de Design da Universidade Politécnica de Hong Kong, ficou mundialmente conhecido da noite para o dia e até recebeu diversas propostas de emprego.
Ele teve a ideia de incorporar a silhueta de Steve Jobs na mordida da maçã à logomarca da Apple. Rapidamente, a maçã de Jonathan Mak passou a ser utilizada por milhões de pessoas. Até famosos se renderam à maçã estilizada, como o ator Ashton Kutcher, que aplicou o design no seu perfil do Twitter.
Graças a sua maçã, o jovem Mak tem feito enorme sucesso nas redes sociais, recebendo até propostas para a aquisição dos direitos de utilização da imagem. Quanto às ofertas de trabalho, ele não decidiu se vai aceitar, pois disse que prefere continuar os estudos.
O jovem conta que a criação da maçã que está fazendo tanto sucesso foi um acidente. “Originalmente, eu ia colocar o logo preto modificado sob um fundo branco. Mas não me pareceu suficientemente melancólico. Eu queria que fosse uma homenagem muito silenciosa. É o símbolo de que agora a Apple tem menos uma peça. Mostra a ausência”, explicou Jonathan Mak. O desenho já está sendo aplicado em várias peças como t-shirts e bonés à venda no eBay, assinalando o dia da morte do fundador da marca.
‘Apple tem futuro sem Jobs’
A Apple perdeu sua grande estrela, Steve Jobs, artesão de seu sucesso espetacular, que morreu na quarta-feira passada, aos 56 anos. No mesmo instante, muitos começaram a especular como seria o futuro da empresa sem seu líder por perto. A maioria dos analistas, porém, acredita que a cultura que ele criou e os progressos realizados pelo grupo sob sua liderança vão sobreviver à sua morte. “Steve foi uma personalidade de grande destaque e era um homem de negócios extraordinário”, resumiu Van Barker, da consultoria Gartner. “Contudo, a máquina não vai parar. Muitas das qualidades de Steve estão gravadas na cultura da Apple”.
O trabalho de manter a Apple, uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo, será desafiador para Tim Cook, que está à frente da marca da maçã desde agosto, quando Jobs deixou a empresa para cuidar de sua saúde. A tarefa de Cook não é fácil. Ele terá de suceder um homem carismático, que cofundou a companhia em uma garagem em 1976 e a transformou na maior empresa de tecnologia do mundo em valor de mercado. Segundo analistas financeiros, as vendas do grupo de Cupertino (na Califórnia) deveriam ultrapassar os US$ 100 bilhões (R$ 184,49 bilhões) até o final do mês passado.
Steve Jobs era conhecido por se envolver em todos os detalhes da concepção dos produtos de sucesso que revolucionaram a informática, desde o computador Mac até o iPad. “A Apple é sua herança, como a Disney é do Walt Disney e a GE do Thomas Edison. A cultura da inovação, de pensar de maneira diferente, de assumir riscos, vai sobreviver”, afirmou Shaw Wu, analista da Sterne, Agee & Leach. Para os especialistas, se o sucesso futuro dos aparelhos gera poucas dúvidas, a questão agora reside em determinar a capacidade da companhia de continuar lançando novos produtos revolucionários e campeões de vendas.
Empresário teve funeral discreto
Avesso a falar sobre sua vida pessoal, Steve Jobs teve um funeral privado ontem na Califórnia, estado no qual nasceu, se criou e morreu. Participaram da cerimônia apenas familiares e amigos próximos, segundo uma fonte disse ao jornal americano The Wall Street Journal. O diário não informou mais detalhes da cerimônia, como o local ou a hora, ou se Jobs foi enterrado ou cremado. A Apple informou que não havia planos de nenhuma cerimônia pública. Numa carta a funcionários, o executivo-chefe Tim Cook disse que a empresa “realizaria uma celebração à extraordinária vida de Steve em breve”. O cofundador da Apple, morto na quarta-feira, aos 56 anos, continuou recebendo homenagens ontem. Milhares de pessoas já passaram pela frente da sede da empresa em Cupertino, na Califórnia. Muitos deixam flores e cartazes com mensagens. Numa alusão ao símbolo da Apple, centenas deixam maçãs mordidas.
Fonte: Globo.com